Neymar conseguiu anular um conjunto de multas ambientais que totalizavam cerca de R$ 16 milhões. A decisão foi proferida na última sexta-feira, 27 de março de 2026, e encerra um dos episódios mais comentados sobre o patrimônio do jogador fora dos gramados.
O caso teve início em 2023, quando a prefeitura de Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, determinou a interrupção de intervenções na mansão do atleta. O município alegou a ausência de licenciamento ambiental e, em seguida, formalizou quatro autuações por supostos danos, que incluíam movimentação de terra, interferência em vegetação nativa e a alteração de um lago artificial, que teria sido adaptado para uso como piscina.
A defesa de Neymar argumentou que as obras eram estritamente residenciais e não apresentavam potencial de impacto ambiental. Além disso, questionou a base das autuações, afirmando que o processo administrativo se apoiava em registros de redes sociais e denúncias informais, sem respaldo técnico consistente.
Na sentença, o juiz acolheu os argumentos da defesa ao identificar fragilidades na condução do caso pelo município. Entre os pontos destacados estavam a ausência de vistoria adequada no local, a falta de laudos técnicos que comprovassem dano ambiental e a inexistência de provas materiais robustas.
Outro aspecto considerado foi a localização do imóvel, situado em área de amortecimento de um parque estadual, o que exigiria a participação do órgão ambiental do estado, algo que não ocorreu. Diante desse cenário, a Justiça determinou a anulação das multas e manteve suspensa a cobrança dos valores.
A prefeitura ainda pode recorrer da decisão, o que mantém o caso em aberto. Apesar disso, o desfecho representa uma vitória significativa para o jogador em uma disputa que expôs os limites entre fiscalização ambiental, burocracia e o peso da exposição pública.


