A nova camisa azul da seleção brasileira, apresentada pela Nike, gerou polêmica após o ex-secretário estadual de cultura de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, criticar o design. Para ele, a figura central, que a marca descreve como o icônico Jumpman de Michael Jordan, se assemelha mais a um ‘demônio’ do que a uma referência ao basquete.
O uniforme 2 da equipe nacional foi lançado no último fim de semana em São Paulo e traz uma estética mais sombria, com um azul profundo combinado a detalhes em preto e verde-água. Essa mudança faz parte da campanha ‘Jogo Sinistro’, que visa explorar um Brasil que não apenas encanta, mas também intimida.
A nova abordagem representa uma mudança significativa em relação ao discurso do ‘jogo bonito’ e da leveza tropical, adotando uma narrativa mais agressiva. O slogan da campanha, ‘Alegria que apavora’, reflete essa dualidade, sugerindo um sorriso que precede a goleada.
No entanto, nem todos concordam com essa proposta. Sérgio Sá Leitão, em um post no X, ironizou a nova estampa, afirmando ser ‘impossível não ver um demônio’ e comparando o design a um teste de Rorschach mal resolvido. Ele acredita que a camisa não representa a identidade da seleção e deveria ser descartada antes de sua estreia oficial.
A crítica de Leitão também se estende ao excesso de intervenções visuais, como a substituição do tradicional Swoosh pelo Jumpman, que é celebrada pela CBF como um encontro entre duas potências culturais. Para os puristas, essa mudança soa como uma ruptura desnecessária em um dos uniformes mais reconhecíveis do futebol mundial.
A nova camisa já tem data marcada para ser testada em campo, durante um amistoso contra a França, em Boston. Resta saber se o impacto será apenas estético ou se o ‘sinistro’ se traduzirá em desempenho no futebol.

