Novas imagens reacendem o debate sobre o colapso da ponte Juscelino Kubitschek, localizada na divisa entre Tocantins e Maranhão. O acidente, que ocorreu em 22 de dezembro de 2024, voltou a ser destaque na mídia nesta sexta-feira (20) com a divulgação de vídeos que mostram diferentes ângulos do momento exato da queda.
Os vídeos foram capturados por câmeras de monitoramento instaladas em um caminhão de uma transportadora que atravessava a ponte no instante do colapso. A câmera frontal revela que, às 14h49, o caminhão subia a ponte tranquilamente até que o motorista Kécio Lopes, de 42 anos, tira a mão do volante e reage de forma brusca. Nesse momento, a estrutura começa a ceder e o vão central colapsa completamente.
No momento do acidente, dez veículos estavam sobre a ponte. Infelizmente, Kécio não sobreviveu. Ao todo, três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões caíram no rio, resultando na morte de catorze pessoas, sendo que três continuam desaparecidas. Entre os desaparecidos está Gessimar Ferreira, de 38 anos, que aparece em uma das imagens na moto. A família de Gessimar busca na Justiça um atestado de ‘óbito presumido’.
“‘É desesperador. Você sabe que está morto, você sabe que ele estava lá na hora, em cima dessa ponte, na hora dessa tragédia’, disse Maria Deuzilene Costa Sales, irmã de Gessimar.”
O laudo da perícia federal identificou como causas da tragédia a sobrecarga crônica da ponte, falhas graves de manutenção e o envelhecimento da estrutura. A Polícia Federal do Tocantins ainda não concluiu o inquérito sobre a queda da ponte, resultando na ausência de indiciamentos e na falta de indenizações para as famílias das vítimas.
Além da investigação criminal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) enfrenta ações coletivas e individuais na esfera cível. Em nota, o DNIT informou que as demandas por indenizações estão judicializadas e que há tratativas para realizar mutirões em busca de soluções consensuais, mas não há previsão para o pagamento das indenizações.
A nova ponte sobre o Rio Tocantins foi inaugurada em dezembro de 2025, um ano após o desabamento. ‘Que os órgãos responsáveis possam se colocar no lugar da família, pagar pelos seus erros’, afirmou Maria Deuzilene.


