Uma operação conjunta da Polícia Civil, do Ministério Público e do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi realizada nesta terça-feira, 31 de março de 2026, no Rio de Janeiro. A ação teve como alvo suspeitos de envolvimento no compartilhamento de material de abuso sexual de crianças e adolescentes.
Durante a operação, um homem foi preso em flagrante e outros dois investigados foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos suspeitos na cidade.
Nos locais, foram apreendidos computadores, celulares e outros dispositivos que podem armazenar arquivos digitais vinculados à investigação. Segundo as autoridades, o grupo utilizava redes do tipo peer-to-peer (P2P), que permitem a troca direta de arquivos entre usuários, sem a necessidade de servidores centrais.
Esse sistema possibilita que os participantes disponibilizem conteúdos armazenados em seus equipamentos, tornando a circulação de arquivos contínua e automatizada. As investigações indicam que essa tecnologia estava sendo utilizada para disseminar arquivos ilegais.
Por operar de forma descentralizada, o sistema dificulta a identificação da origem e do destino dos dados, exigindo métodos específicos de investigação. O material apreendido será analisado para identificar possíveis conexões com outros envolvidos.
A polícia busca também interromper o compartilhamento dos arquivos, que pode continuar ativo enquanto os programas utilizados permanecerem em funcionamento nos dispositivos. A conduta investigada configura crimes previstos nos artigos 241 e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipificam o armazenamento e a comercialização de material de abuso sexual infantil, com penas que podem chegar a oito anos de reclusão.


