A nave Orion é o veículo desenvolvido pela agência espacial norte-americana Nasa para as missões do programa Artemis, com o objetivo de levar astronautas de volta à Lua após décadas desde a última missão lunar. As tecnologias centrais da nave se organizam em três partes: um sistema para os astronautas escaparem em emergências no lançamento, a cápsula em si, onde a tripulação ficará, e um módulo de serviço que fornece propulsão, energia e insumos no espaço.
A Orion conta com diversos sensores, softwares de navegação e sistemas de acoplamento projetados para permitir operações mais autônomas. A espaçonave foi criada para missões tripuladas no espaço e é a única capaz de realizar voo tripulado no espaço profundo em alta velocidade, incluindo o retorno à Terra. A nave será lançada pelo foguete SLS (Space Launch System), que pode levar tripulantes, a cápsula e suprimentos diretamente ao espaço lunar.
A Orion já foi testada na missão Artemis I, realizada em 2022, que teve como objetivo validar as tecnologias da nave e do foguete. Agora, a cápsula será utilizada na Artemis II, com lançamento previsto para abril de 2026. Nessa missão, a Orion levará quatro astronautas em um voo tripulado ao redor da Lua, sem pouso na superfície. Os astronautas são: Reid Wiseman – Comandante; Victor Glover – Piloto; Christina Koch – Especialista de missão; Jeremy Hansen – Especialista de missão.
“Na Artemis II, a maior parte do tempo a nave vai voar de forma autônoma, mas ter humanos a bordo é uma oportunidade de contribuir para o sucesso das futuras missões. Se algo der errado, um tripulante pode assumir os controles e ajudar a resolver o problema. Um dos nossos principais objetivos é testar essa espaçonave e deixá-la totalmente pronta para nossos colegas da Artemis III”, disse o comandante da missão, Reid Wiseman.
Na Artemis III, prevista para 2027, a nave tem o objetivo de transportar a tripulação até a órbita lunar, de onde dois astronautas descerão à superfície utilizando um módulo de pouso. Eles também utilizarão a espaçonave para retornar à Terra.
O veículo Orion foi construído com três partes principais: sistema de escape de lançamento, módulo de tripulação e módulo de serviço. O sistema de escape de lançamento é projetado para afastar a cápsula do foguete em caso de emergência. O módulo de tripulação é a cápsula pressurizada onde a tripulação viverá, com capacidade para quatro pessoas por até 21 dias. O módulo de serviço, que é uma contribuição da Agência Espacial Europeia (Esa), fornece eletricidade, propulsão, controle térmico e recursos de suporte à vida.
A Orion utiliza um escudo térmico que “consome” parte do material de forma controlada para ajudar a dissipar o calor durante a reentrada. Esse escudo é produzido com o material conhecido como Avcoat, que aguenta temperaturas próximas de 2.760 °C. O módulo de serviço é equipado com 33 motores, que serão utilizados para realizar manobras e controlar a orientação da nave ao longo da missão.
A Orion foi projetada para voar de forma quase completamente autônoma, mas os astronautas podem assumir os comandos quando necessário. Na missão Artemis II, a tripulação deverá pilotar a nave manualmente em alguns momentos para testar como ela responde no espaço. As informações aparecem em três telas, e a tripulação conta com um dispositivo para interagir com essas telas.

