O Paço Imperial, localizado na Praça XV, Centro do Rio de Janeiro, inaugurou neste sábado (28) a exposição ‘Constelações – 40 anos do Paço Imperial’. A mostra conta com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, que têm ligação com o local.
O Paço Imperial, construído em estilo colonial português e inaugurado em 1743, é um importante marco da história do Brasil. Já foi a Casa dos Vice-Reis e sede do Império, onde Dom João VI realizava a cerimônia do beija-mão. O local também foi palco de eventos históricos, como o Dia do Fico, em 9 de janeiro de 1822.
Desde 1985, o Paço Imperial é um centro cultural vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A exposição celebra as quatro décadas do centro cultural, que é o mais antigo da região central do Rio.
A curadoria da exposição é de Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e da equipe do Paço Imperial. O nome ‘Constelações’ remete ao conceito do filósofo Walter Benjamin, que sugere uma relação sem hierarquia entre as obras. O curador Ivair Reinaldim explicou que a mostra reúne artistas de diferentes gerações e contextos.
Entre os artistas expostos estão nomes como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Hélio Oiticica e Lygia Clark. A exposição não segue uma cronologia definida, permitindo que os visitantes explorem os 12 salões e dois pátios internos do Paço de forma livre.
Uma das obras inéditas é ‘Agrupamento’, de José Damasceno, criada com materiais garimpados na feira de antiguidades da Praça XV. Além das obras, o Paço Imperial promoverá seminários, oficinas e atividades educativas até junho.
O Paço Imperial, que já recebeu exposições de artistas renomados como Hélio Oiticica e Lygia Clark, destaca-se pela sua relevância tanto local quanto nacional. A exposição é gratuita e ficará em cartaz até 7 de junho, funcionando de terça-feira a domingo, das 12h às 18h.


