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Leitura: Pai de Henry Borel clama por justiça antes de júri popular
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Pai de Henry Borel clama por justiça antes de júri popular

Amanda Rocha
Última atualização: 23 de março de 2026 01:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Leniel Borel, pai de Henry Borel, expressou sua busca por justiça em relação à morte do filho, que completa 5 anos e 2 semanas neste domingo (22). O júri popular está agendado para iniciar na segunda-feira (23), onde a mãe de Henry, Monique Medeiros, e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, estarão no banco dos réus.

“Eu, Leniel, tenho mais tempo lutando por justiça pelo meu filho do que o tempo que eu tive com ele em vida. São 5 anos que eu tento gritar, mostrar o óbvio, provar que aqueles 2 monstros que brutalmente assassinaram meu filho precisam ser condenados”, afirmou Leniel em um vídeo.

A noite de 8 de março de 2021 é uma data que permanece viva na memória de Leniel. “Ali, 3 pessoas entraram vivas naquele apartamento, 2 adultos e 1 criança. O que aconteceu naquela noite? O que aconteceu com o meu filho? Ali saem 2 adultos e 1 criança morta. O que eles fizeram com o Henry?”

Leniel acredita que as provas são suficientes para demonstrar que Jairinho e Monique cometeram o crime. “Agora tá mais do que provado, toda a materialidade. Jair e Monique foram presos dormindo juntos, com as malas arrumadas. Agora eles estão desesperados, mas nós vamos ver a condenação daqueles monstros. O que eu espero é uma condenação exemplar”, disse.

O promotor do caso, Fábio Vieira, informou que o júri pode ser longo, com previsão de mais de 10 dias. “Nós temos 26 testemunhas arroladas e os 2 réus. O interrogatório da Monique na 1ª fase durou mais de 11 horas. Do Jairo, foram 9. Se isso se reproduzir, cada um vai levar 1 dia”, explicou o promotor.

O promotor também destacou que não tem dúvida da participação de Jairinho e Monique no crime. Um laudo da Polícia Civil identificou 23 lesões por ação violenta no corpo de Henry. “O Jairo mentiu na delegacia que estava dormindo, ele deu centenas de passos quando disse que estava dormindo, tentou ligar para pessoas durante a madrugada”, afirmou.

O assistente de acusação, Cristiano Medina, advogado de Leniel, criticou as alegações da defesa de Jairinho sobre a produção dos laudos. “No meu entender, essas alegações da defesa do Jair tratam-se de uma aberração jurídica. Então, é totalmente incabível esse argumento de que os laudos devem ser desentranhados dos autos”, afirmou, ressaltando as lesões encontradas no corpo de Henry.

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