A atriz Paolla Oliveira foi premiada como Melhor Atriz Coadjuvante no Melhores do Ano 2026 pela sua atuação como Heleninha Roitman no remake de ‘Vale Tudo’. A cerimônia ocorreu no palco do ‘Domingão com Huck’, onde Paolla se emocionou ao falar sobre sua dedicação à personagem.
“Foi uma espécie de ousadia da minha parte levantar a mão e falar ‘será que eu posso tentar?’. Me deixaram e eu achei que podia, que estava pronta para criar essa personagem gigante, com um valor social grande e vinha carregada de expectativas, dos outros e minhas também. Que colocou todas as minhas inseguranças em cima da mesa e eu precisei me transformar para viver essa mulher real, com problemas reais, uma doença real que não pode ser ignorada”, comentou.
Paolla também destacou a recepção do público. “Eu vi o público se abrir, aceitar o desafio da empatia, começar a sentir as dores da Heleninha, se identificar de alguma maneira e mais do que tudo reconhecer quem estava trabalhando muito e sem trégua antes de essa personagem existir, que é o AA, o Alcoólicos. Eu agradeço muito o apoio que vocês me deram. Eu nunca mais vou ser a mesma depois de ter passado e visto tudo o que vi com vocês”, disse.
A atriz expressou sua gratidão à autora do remake, Manuela Dias, e à equipe envolvida. “A minha família me aguenta e não é pelo período de uma novela, é muito tempo. Enquanto eu entrava aqui, meu paizinho me ligou duas vezes para me desejar boa sorte”, revelou, com a voz embargada.
“Algumas coisas a gente faz não é pensando em prêmios, não é pensando grandiosamente, mas é pensando nos nossos, isso faz muita diferença para mim. É para o público que a gente faz, para os fãs que acompanham nosso trabalho incansavelmente. Se uma mulher que tenha se visto na história que a gente contou tiver se autorizado a ocupar um lugar melhor nessa vida, a ser quem é, sem vergonha de pedir ajuda e ser consciente de ser quem é, acho que a Heleninha já cumpriu o melhor da arte que é, para além do entretenimento, fazer a gente pensar e se reconhecer”, completou.
O apresentador Luciano Huck mencionou que Sérgio Guizé e Tatá Werneck choraram durante o discurso de Paolla. A atriz interpretou o papel que foi originalmente concedido a Renata Sorrah na trama de 1988, escrita por Aguinaldo Silva, Gilberto Braga e Leonor Bassères.

