A patente do Mounjaro, medicamento desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, expira em 5 de janeiro de 2036. O Mounjaro é uma caneta de aplicação semanal de tirzepatida, aprovada para tratar obesidade e diabetes tipo 2.
A semaglutida, princípio ativo das canetas Ozempic e Wegovy, teve sua patente quebrada em 20 de março de 2026, permitindo o desenvolvimento de genéricos. Com isso, surgiram especulações sobre a quebra da patente do Mounjaro.
O Mounjaro atua como um análogo de GLP-1 e GIP, enquanto a semaglutida imita apenas o GLP-1. Estudos clínicos mostraram que o Mounjaro pode levar a perdas de 20% do peso corporal, a maior faixa já registrada por medicamentos aprovados.
Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que busca antecipar o fim da patente da tirzepatida, com a justificativa de que a concorrência poderia reduzir os preços e ampliar o acesso à medicação. Essa proposta, no entanto, enfrenta críticas de entidades do setor farmacêutico.
Além disso, existe a possibilidade de a Eli Lilly tentar postergar a data limite da patente, prática que já foi tentada pela Novo Nordisk com o Ozempic, sem sucesso.
Enquanto isso, a Eli Lilly pode lançar outros medicamentos voltados ao diabetes e à obesidade, como a orforgliprona, um comprimido diário à base de GLP-1, e a retatrutida, um análogo triplo em caneta que pode resultar em perda de 30% do peso, segundo estudos.

