O PDT protocolou nesta terça-feira, 31, um pedido ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para que a votação que definirá o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) seja secreta. O partido argumenta que essa medida é necessária para proteger os deputados de possíveis “perseguições políticas e retaliações”.
Na ação, o PDT afirma que a votação fechada permitirá que os parlamentares expressem suas preferências “sem pressões” e sem a influência indevida do Poder Executivo. “Em um ambiente onde a exposição do voto pode gerar retaliações políticas, perseguições e até mesmo ameaças à integridade física dos parlamentares e de seus familiares, o voto secreto se apresenta como um instrumento essencial para a preservação da democracia e da independência do Poder Legislativo”, diz um trecho da ação.
A necessidade de uma nova eleição para a presidência da Alerj surgiu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter cassado o mandato do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que era o presidente anterior, embora estivesse afastado de suas funções. Uma primeira votação que elegeu Douglas Ruas (PL) foi anulada pela Justiça do Rio.
A oposição vê a votação secreta como uma oportunidade para articular uma candidatura alternativa nos bastidores. Em paralelo a essa estratégia jurídica, a oposição está se apressando para definir um nome que possa disputar a presidência da Alerj. No início da tarde, a bancada de esquerda se reunirá para tentar chegar a um consenso.
O deputado Chico Machado (Solidariedade), que era cogitado para enfrentar Douglas Ruas na eleição, decidiu não concorrer. Fontes relataram que a falta de apoio de Eduardo Paes (PSD) e a resistência de parte dos parlamentares de esquerda minaram sua candidatura. Machado, que é considerado um dos principais aliados de Rodrigo Bacellar na Alerj, afirmou que agora pretende focar em sua pré-campanha à reeleição. “Nunca oficializei uma possível candidatura à presidência da Alerj. O que eu tinha me proposto era a ser candidato a governador-tampão. Com toda essa disputa jurídica, também deixei de pensar nesta hipótese”, declarou.

