Um grupo de pescadores conseguiu capturar um pirarucu de 2,15 metros e quase 100 quilos no Rio Marinheiro, em Cardoso, São Paulo. A captura levou cerca de uma hora e mobilizou três barcos, com três pessoas em cada um, que trabalharam em equipe para retirar o peixe da água.
O pirarucu, que pesou aproximadamente 98 quilos, impressionou o pescador profissional Izael Gonçalves de Moraes Junior, que atua na área há dez anos. Ele descreveu a experiência como “de muita alegria”. Após a captura, os pescadores estimaram que o peixe rendeu cerca de 60 quilos de carne após a retirada das escamas e da ossada.
Embora a captura tenha chamado a atenção, o pirarucu não é uma espécie nativa dos rios do interior paulista. Sua presença é considerada invasora e pode estar relacionada a solturas irregulares, o que representa um risco ao equilíbrio ambiental.
O biólogo Thiago Davanso, doutor em zoologia, explicou que o pirarucu, por ser carnívoro e oportunista, ameaça o ecossistema local. A falta de predadores naturais e a vulnerabilidade da fauna local permitem que ele extermine espécies nativas, colocando em risco a biodiversidade da região.
Thiago também comentou que a espécie Arapaima gigas, que inclui o pirarucu, atinge, em média, de 1,8 a 2 metros e pesa entre 90 e 100 kg. Ele acrescentou que a presença do pirarucu na região provavelmente se deve a introduções acidentais ou intencionais, como escapes de pisciculturas.
Por ser um peixe de alto valor comercial, muitos piscicultores investiram na criação do pirarucu. Como é uma espécie invasora, a pesca do pirarucu é autorizada mesmo durante o período da piracema.


