A Petrobras anunciou na quinta-feira (26) a renovação da licença de operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a perfuração do poço Mãe de Ouro, localizado em águas profundas na Bacia Potiguar.
O anúncio ocorreu em um encontro entre a governadora Fátima Bezerra e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no Rio Grande do Norte. A sonda para a perfuração deve chegar do Amapá em julho.
A licença permite a perfuração de três poços: Mãe de Ouro, Inhame e Taianga, situados nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762, destinados à exploração de petróleo e gás.
O poço Mãe de Ouro está a 52 quilômetros da costa potiguar e a mais de 2 mil metros de profundidade, sendo considerado o principal poço com indicativo de petróleo na margem equatorial. O governo do RN afirmou que a Petrobras demonstra confiança no potencial do poço, esperando que o volume viabilize a produção na região.
Esse é o terceiro poço exploratório em águas profundas na Bacia Potiguar, onde já foram perfurados os poços Pitu Oeste e Anhangá, ambos parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
““Esse é um passo histórico que pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico para o Rio Grande do Norte”, afirmou a governadora.”
No mesmo encontro, foi anunciado um investimento de mais de R$ 1,5 bilhão para a finalização de poços antigos que não produzem mais, mas que precisam ser finalizados através do “arrasamento”.
A Bacia Potiguar, localizada na Margem Equatorial, é considerada uma nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas, estendendo-se por mais de 2,2 mil km ao longo da costa entre o Rio Grande do Norte e o Oiapoque, no Amapá.
Recentemente, a Petrobras descobriu petróleo no poço Anhangá, em abril de 2024, e hidrocarboneto no poço Pitu Oeste, em janeiro de 2024. O poço Anhangá está a 79 km da costa potiguar, enquanto o Pitu Oeste está a 52 km da costa.


