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PF identifica 15 perfis que publicaram trend ‘caso ela diga não’

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 12:08
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Federal (PF) identificou 15 perfis que publicaram o conteúdo original dos vídeos da trend “Caso ela diga não”, que incitam a violência contra a mulher em situações de negativas a “cantadas” ou pedidos de casamento. O inquérito da Diretoria de Repressão a Crimes Cibernéticos revelou que os perfis são de 2024 e 2025, e a maioria do conteúdo que viralizou foi publicado no ano passado.

Os vídeos ganharam força no início deste mês, que celebra o Dia Internacional da Mulher, gerando reações e denúncias. Com base nessas denúncias, a PF abriu um inquérito e começou a trocar informações com a plataforma TikTok, que removeu todos os vídeos por violar suas diretrizes de conteúdo.

““Caso ela diga não”: perfis que fizeram trend são removidos das redes sociais”

A apuração da PF começou após denúncias da trend, que viralizou no TikTok, onde homens simulam reações violentas diante de uma negativa em situações românticas. Ao ouvirem um “não”, eles simulam agressões físicas, como socos e facadas.

A Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF solicitou a remoção dos perfis que divulgaram esses conteúdos e a plataforma já atendeu ao pedido. A PF também pediu a preservação dos dados para inclusão no inquérito, que ainda está em andamento.

As publicações com a frase “treinando caso ela diga não” começam com gestos românticos, mas após a encenação de uma rejeição, o autor do vídeo simula agressões contra a mulher. A repercussão gerou uma resposta imediata na internet, com influenciadores condenando a trend.

“A influencer Hana Khalil afirmou que os vídeos normalizam a violência contra a mulher e a criminalização da misoginia.”

A investigação ocorre em meio ao crescente índice de violência contra a mulher no Brasil. Em 2025, o país registrou o maior número de feminicídios da última década, com 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos. Isso representa quatro mulheres assassinadas por dia no Brasil.

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