Dois policiais militares de Santa Catarina, suspeitos de cobrar propina para não prender o foragido José Osvaldo Dell’Agnolo, conhecido como ‘Lobo do Batel’, foram soltos após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 21 de março de 2026.
Bruno Israel dos Santos Czerwonka e Milton Prestes dos Santos Junior foram presos após atender uma denúncia sobre o paradeiro de Dell’Agnolo em um hotel de luxo em Itapema (SC) no dia 6 de dezembro de 2025. Eles saíram do local com R$ 500 mil e alguns dólares, mas negam a prática de crime.
O foragido foi detido no mesmo dia com R$ 5 milhões em espécie, após nova denúncia que levou a polícia ao hotel. Bruno foi solto no dia 18 de março e Milton no dia 19 de março. O STJ não impôs medidas cautelares, mas determinou que os policiais compareçam a todos os atos do processo e não se ausentem da comarca por mais de dez dias.
O Ministro Relator Reynaldo Soares da Fonseca considerou a prisão desproporcional, ressaltando que Bruno é primário, não praticou violência e já havia cumprido nove meses de detenção sem sentença condenatória. A mesma decisão foi estendida a Milton.
O mandado contra Dell’Agnolo foi expedido pela Justiça Federal de Curitiba no final de 2025. Ele é apontado como chefe de uma organização que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão, causando prejuízo a centenas de vítimas.
Os policiais foram inicialmente ao hotel por volta das 8h para atender uma denúncia sobre a presença de um homem usando nome falso. Após liberarem Dell’Agnolo, outros policiais foram ao local e descobriram que havia um mandado de prisão em aberto contra ele.
Durante a abordagem, Dell’Agnolo relatou que os policiais perguntaram


