O transplante de fígado com doador vivo tem se tornado uma alternativa comum em todo o mundo. Este procedimento permite que pessoas doem parte significativa do órgão para salvar a vida de parentes. Os resultados têm sido seguros e podem ajudar a mitigar a escassez de órgãos disponíveis para transplante.
De acordo com Dr. Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, professor titular de Transplantes de Fígado da Faculdade de Medicina da USP, é possível doar até 70% do fígado, dependendo da idade do doador e da quantidade necessária para o receptor.
““O procedimento é considerado seguro e realizado simultaneamente, com a retirada de parte do fígado de um doador, geralmente um parente até quarto grau, para implante no paciente que necessita do órgão”,”
explica o especialista.
O médico também destaca que no Oriente, como Japão, China, Coreia e em nações do Oriente Médio, há uma predominância de doações entre parentes. No Brasil, cerca de 15% dos transplantes de fígado são realizados com doadores vivos. Segundo Dr. Carneiro, o Brasil possui estrutura e resultados que permitiriam aumentar o número de transplantes intervivos no país.
Ainda segundo os especialistas, o número de doadores no Brasil está muito abaixo do ideal, o que é atribuído a fatores culturais. Eles ressaltam a necessidade de aumentar a conscientização sobre a doação de órgãos.
““Para se tornar um doador, basta expressar esse desejo aos familiares e amigos. Assim o processo se torna simples e não envolve burocracia”,”
explica Dr. Kalil.
O timing é um fator crucial para o sucesso dos transplantes. O professor da USP destaca que há uma fase em que os resultados são excelentes, próximos a 100% de sucesso. No entanto, quando o transplante é realizado tardiamente, os resultados podem ser inferiores.
““O timing adequado para a indicação e realização do transplante é considerado o ponto mais importante do processo, pois garante um desfecho melhor para o paciente, com pós-operatório mais favorável e alta hospitalar mais precoce”,”
conclui o especialista.

