A gasolina teve novos aumentos no interior do Amazonas, com preços chegando a quase R$ 9 em algumas cidades. O aumento não se restringiu a Manaus e afetou municípios como Presidente Figueiredo e Tefé nos últimos dias.
Em Tefé, o litro da gasolina passou de R$ 7,49 e R$ 7,99 para R$ 8,29, após dois aumentos consecutivos. Em Presidente Figueiredo, o preço subiu de R$ 7,29 para R$ 7,59, enquanto o diesel chegou a R$ 7,79. Este é o segundo reajuste em menos de um mês.
Em Parintins, o litro da gasolina custa R$ 8,79 e permanece nesse valor desde o início do mês, após um aumento de R$ 0,50. Moradores temem novos reajustes. Em Tabatinga, a gasolina custa R$ 8,70 e o diesel R$ 8,95. Em Lábrea, o litro chegou a R$ 8,79, após um aumento de 40 centavos no início do mês.
Comerciantes do sul do estado informaram que os altos preços estão relacionados às dificuldades de transporte, com o combustível levando até 15 dias para chegar por balsa e enfrentando problemas na Transamazônica. Além disso, há a cobrança de impostos interestaduais, já que parte do produto vem de Porto Velho, em Rondônia.
Em municípios mais próximos da capital, também houve aumento recente. Em Itacoatiara, o litro da gasolina custa R$ 8,49. Em Humaitá, o preço médio é de R$ 7,75. Motoristas consideram os valores altos e novos reajustes podem ocorrer com a chegada de novas remessas.
Na capital, Manaus, o litro da gasolina subiu pela segunda vez em menos de um mês, passando de R$ 7,29 para R$ 7,59. O aumento foi registrado no domingo (22) e surpreendeu consumidores. No início de março, o valor era de R$ 6,99.
Motoristas relatam dificuldades financeiras devido ao aumento. “Tá caro demais, não dá pra fazer quase nada de renda. Só dá pra trabalhar pra gasolina mesmo. Antes eu colocava 40 e agora tenho que colocar 70 pra rodar”, disse o mototaxista Raimundo Nonato Costa Lima. Taxistas também sentiram o impacto. “Esses centavos que aumentaram pesam muito no bolso do consumidor. Eu tenho que desligar o ar-condicionado e desviar de engarrafamentos”, afirmou o motorista Rogério Souza.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina em Manaus vem subindo desde o início de 2026. Especialistas apontam que fatores como logística, preços nas refinarias e impostos influenciam os valores na região Norte.
O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) acompanha os aumentos e realiza fiscalizações. Os postos devem apresentar documentos que comprovem a legalidade dos reajustes. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) e a ANP investigam possíveis irregularidades, como prática de preço abusivo. Recentemente, o Procon multou 13 postos de combustíveis em Parintins.


