O preço do gás de cozinha em Goiás aumentará até R$ 8 a partir desta terça-feira, 31 de março de 2026. A informação foi confirmada por Zenildo Dias, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás).
Zenildo explicou que o reajuste é consequência do aumento no custo do transporte, que foi impulsionado pela alta do diesel, além da carga tributária estadual. Atualmente, o preço do botijão de gás (GLP) no estado varia, em média, entre R$ 100 e R$ 130, dependendo da região.
O presidente do sindicato destacou que o reajuste não será uniforme, pois o mercado é livre e cada revendedor pode definir sua própria política de preços com base nos custos operacionais. “O preço é livre, mas se o diesel subiu mais de 20%, o transporte fica mais caro e o preço do gás pode aumentar”, afirmou Zenildo Dias.
Ele também ressaltou que o sindicato atua apenas como referência para o mercado, sem poder de fixação de valores. “A gente faz um preço médio para o mercado, não podemos tabelar. Também não pode ter aumento abusivo”, acrescentou.
Outro fator que impacta os preços é a carga tributária estadual. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) representa cerca de R$ 19 no valor final de um botijão de gás em Goiás. “Os governadores também precisam abaixar o ICMS. Só o imposto custa R$ 19 do botijão de gás”, disse Zenildo.
Além disso, ele relacionou o aumento dos custos ao cenário internacional, mencionando as tensões geopolíticas que afetam o preço dos combustíveis. “A culpa não é nossa. O homem lá e os Estados Unidos entram numa briga, numa guerra, e nós vamos pagar a conta”, afirmou.
Apesar da previsão de alta, o sindicato enfatizou que não há um reajuste oficial único, e que os valores podem variar conforme fatores como distância, logística e concorrência em cada município.


