Os preços futuros do trigo apresentaram queda na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento para maio caíram 1,64%, sendo precificados a US$ 5,980 por bushel.
Esse movimento, segundo a consultoria Granar, é resultado da realização de lucros por fundos de investimento e da valorização do dólar frente ao euro, que pressionam os preços para baixo. Além disso, previsões de chuvas mais constantes nas áreas de plantio também influenciam o cenário.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as áreas destinadas a variedades de primavera e inverno, que sofreram algum grau de seca em 2025, em 21% e 55%, respectivamente.
No Oriente Médio, um ataque na região do Mar Negro danificou dois navios cargueiros que transportavam grãos ucranianos. As hostilidades na região geram incertezas e pressão sobre as cotações do trigo.
O contrato futuro da soja com vencimento para maio fechou o pregão em queda de 0,51%, cotado a US$ 11,625 o bushel. Segundo a consultoria Granar, o grande volume de soja brasileira no mercado e a baixa probabilidade de compras chinesas de 20 milhões de toneladas da soja americana para a safra 2025/2026 impedem a melhora nos preços da commodity.
O milho também registrou queda, com o futuro para maio apresentando uma diminuição de 0,79%, a US$ 4,660 por bushel. Essa cotação foi impulsionada pela realização de lucros dos investidores após ganhos nas duas sessões de negociação anteriores.
O aumento das vendas dos agricultores americanos, que aproveitam preços elevados em meio à guerra no Oriente Médio, sustentou os preços do milho ao longo da semana.


