A Prefeitura do Rio inaugurou na sexta-feira (27) a segunda fase da Fábrica de Árvores, localizada na Fazenda Modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste. A unidade é dedicada à produção de mudas nativas da Mata Atlântica e foi ampliada para aumentar sua capacidade de produção e enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
Com a nova fase, a unidade passa a se chamar Fábrica de Árvores Francisco Antonio da Cunha Neto, em homenagem a um servidor que atuou por mais de 20 anos na área de restauração ambiental no município. O espaço, criado em 2021, é considerado peça central da política de arborização urbana da cidade.
A Fábrica de Árvores é um viveiro municipal responsável pela produção de mudas de espécies nativas, utilizadas em projetos de reflorestamento e arborização urbana. A meta atual é produzir cerca de 60 mil mudas por ano, sendo 10 mil destinadas à arborização urbana e 50 mil para reflorestamento. O projeto visa reduzir os impactos das mudanças climáticas, especialmente as “ilhas de calor” em áreas urbanas com pouca vegetação.
A produção própria de mudas também reduz a necessidade de compras externas, gerando economia de recursos públicos e aumentando a autonomia da política ambiental do município. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, isso permite investir mais em outras frentes de restauração ambiental e planejamento urbano sustentável.
A segunda fase trouxe melhorias estruturais e operacionais. Entre as principais novidades está a ampliação dos canteiros, permitindo o cultivo de mudas de maior porte. Antes, a produção era voltada apenas para mudas pequenas. Agora, a unidade também realiza a etapa conhecida como “engorda”, onde as plantas permanecem mais tempo no viveiro até atingirem o tamanho ideal para o plantio definitivo.
Outra melhoria é a instalação de uma câmara fria para armazenamento de sementes, que agora conta com controle de umidade, aumentando a eficiência do processo produtivo, desde a coleta até o plantio das mudas.
A Fábrica de Árvores faz parte do programa Fábrica Verde, voltado ao desenvolvimento sustentável, à economia circular e à gestão de resíduos no município. O projeto está integrado a políticas públicas de reflorestamento e recuperação ambiental, como o Mutirão Reflorestamento, que atua em diversas regiões da cidade.
Francisco Antonio da Cunha Neto, que dá nome à unidade, é considerado uma referência entre as equipes que atuam na recuperação de áreas verdes no Rio, tendo desempenhado um papel importante na consolidação de projetos de reflorestamento.


