A Prefeitura do Rio de Janeiro recebeu 39.154 pedidos de remoção de entulho e resíduos nas vias públicas entre janeiro e março de 2026. A média diária é de 501 solicitações, superando o total de 155 mil pedidos registrados em todo o ano anterior.
A Zona Norte é a área com mais ocorrências, contabilizando 11.349 pedidos, seguida pela Zona Oeste, com 6.024 registros. Moradores relatam que a situação se agravou, transformando ruas e calçadas em depósitos de lixo.
O taxista César da Silva comentou sobre o aumento do descarte irregular em Ramos:
““Quando começaram a fazer obras em Ramos, isso aqui virou depósito de tudo que sobrava. Morador de tudo que é lugar vem jogar aqui.””
A cabeleireira Neuza de Oliveira afirmou que caminhar pelo trecho se tornou difícil.
A vendedora Valéria Cardoso também expressou sua insatisfação:
““Jogam lixo toda hora e, quando o gari vem, só recolhe o que está na beirinha. O resto fica.””
Em Benfica, moradores acumulam lixo na Avenida Carlos Matoso, dificultando a passagem.
Na Zona Oeste, a situação é preocupante. Em Campo Grande, um terreno na esquina da Estrada da Posse com a rua Sampaio Lacerda se tornou um ponto de descarte de entulho e móveis, acumulando água suja. Em Vargem Grande, o lixo se espalha pelo acostamento, e no Recreio, a Avenida Salvador Allende está repleta de lixo.
A cabeleireira Tânia Maria Pereira destacou a falta de consciência dos descartadores:
““As pessoas são muito mal educadas. Vão colocando entulho, entulho, entulho… colocam de tudo. Qual é a solução? Nem sei.””
Moradores convivem com mau cheiro, insetos e ratos, como relatou César:
““É um cheiro horrível… cheio de rato, de bicho aí. É complicado.””
A Comlurb informou que está ampliando as ações de combate ao descarte irregular, incluindo a implantação de ecopontos e a intensificação da fiscalização. A companhia ressalta que quem descartar lixo em local irregular pode ser penalizado e orienta a população a utilizar o serviço gratuito de remoção de entulho pelo 1746.

