O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, condenou os ataques do Irã ao principal polo de gás do país nesta quinta-feira, 19 de março de 2026. A ofensiva ocorreu um dia após Teerã realizar uma série de ações contra infraestruturas energéticas no Golfo Pérsico.
Em entrevista coletiva, o premiê afirmou:
““Este ataque tem repercussões significativas para o fornecimento global de energia. Ações como essa não trazem benefício direto a nenhum país; ao contrário, prejudicam e impactam diretamente as populações.””
Os ataques causaram danos extensos à instalação de Ras Laffan, considerada o principal centro de processamento e exportação de gás natural do Catar. A situação se agrava em um contexto de conflitos na região, onde a atual guerra no Irã se espalhou pelo Oriente Médio.
Os combates, que já duram três semanas, começaram em 28 de fevereiro de 2026, com bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano, resultando na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Durante os ataques, uma escola com estudantes também foi atingida.
O Irã respondeu com ataques retaliatórios, mirando não apenas Israel, mas também embaixadas e bases americanas na região, além de alvos civis. O Hezbollah e Israel intensificaram as hostilidades, envolvendo o Líbano no conflito, incluindo sua capital, Beirute.
Embora o Catar tenha relações relativamente boas com o Irã, o país abriga a maior base aérea americana da região, que foi atacada por Teerã. Em resposta aos ataques iranianos, Doha interrompeu sua produção de gás natural após danos em duas de suas instalações. Além disso, dois caças iranianos foram abatidos pela Força Aérea catari.

