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Presidente do Irã apresenta condições para encerrar guerra e critica EUA e Israel

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 17:12
Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, apresentou nesta quarta-feira, 11, condições para o fim da guerra iniciada por ataques dos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Em conversa com líderes da Rússia e do Paquistão, Pezeshkian reafirmou o compromisso do Irã com a paz na região.

“A única maneira de pôr fim a esta guerra — instigada pelo regime sionista e pelos EUA — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer firmes garantias internacionais contra futuras agressões”, declarou Pezeshkian em publicação no X, antigo Twitter.

Até o momento, Israel e Estados Unidos não emitiram declarações públicas definindo objetivos de guerra claros ou articulando condições para encerrar a campanha. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a decisão sobre quando encerrar a guerra com o Irã será tomada de forma “mútua” entre ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Os ataques iniciados no final de fevereiro miraram infraestrutura de mísseis, instalações militares e lideranças na capital, Teerã, resultando na morte do então líder supremo Ali Khamenei, que governava desde 1989. Após ataques retaliatórios iranianos, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que a ofensiva militar conjunta contra o Irã durará “o tempo que for necessário”.

Katz afirmou: “Esta operação continuará indefinidamente, pelo tempo que for necessário, até que alcancemos todos os nossos objetivos e determinemos o resultado da campanha”. O momento atual é de tensão, com a campanha de retaliação do Irã focando as infraestruturas de petróleo dos grandes exportadores no Golfo.

Teerã também alertou que qualquer navio cuja carga de petróleo ou a própria embarcação pertença aos Estados Unidos, Israel ou a seus aliados “hostis” que atravessar o Estreito de Ormuz será um alvo “legítimo”. As Forças Armadas iranianas afirmaram que “não permitirão que nem um único litro de petróleo transite” pela rota.

Em uma tentativa de conter a alta dos preços do petróleo, a Agência Internacional de Energia anunciou que seus países-membros liberariam 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, um recorde. O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, comentou: “Os desafios do mercado de petróleo que estamos enfrentando são sem precedentes em escala”.

A decisão foi unânime e marca a maior liberação desse tipo já realizada pela agência. A medida extraordinária foi tomada pela última vez no início da guerra na Ucrânia, em 2022, quando a AIE liberou 182 milhões de barris de petróleo.

O Irã também ameaçou os “centros econômicos e bancos” que considera vinculados aos interesses americanos e israelenses, levando o Citi e a consultoria Deloitte a evacuar seus escritórios em Dubai. Ali Fadavi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária, declarou que os Estados Unidos e Israel “devem considerar a possibilidade de se verem envolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”.

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