Produtores do Rio Grande do Sul estão em plena colheita da azeitona e esperam uma safra recorde em 2026. A previsão é que o estado, responsável por 75% da produção nacional, alcance a marca de um milhão de litros de azeite, a maior quantidade já registrada na história.
A expectativa de produção vem após duas safras consideradas frustrantes em 2024 e 2025. O Instituto Brasileiro da Olivicultura (Ibraoliva) atribui o sucesso da safra de 2026 às condições climáticas favoráveis.
“”Acreditamos ter sido favorável a questão do meio de setembro, quando as chuvas não foram tão intensas, aconteceram em períodos esparsados, e isso deu à oliveira a possibilidade de frutificação”, explica o conselheiro do Ibraoliva, Renato Fernandes.”
Renato, que possui uma propriedade de oito hectares em Caçapava do Sul, na Região Central, prevê colher doze toneladas de azeitonas e produzir 1,5 mil litros de azeite, quase o dobro do que conseguiu nos anos anteriores.
O Rio Grande do Sul é o maior produtor de azeite de oliva do Brasil. Em 2023, a produção foi de mais de 580,2 mil litros, mas caiu para 193,5 mil litros em 2024 e 190,3 mil litros em 2025. A previsão de um milhão de litros para 2026 representa um marco histórico para o setor.
Os números de produção nos últimos anos foram: 2023 – 580.228 litros, 2024 – 193,5 mil litros, 2025 – 190,3 mil litros e 2026 – 1 milhão de litros (previsão).
Além da produção, os olivais gaúchos se tornaram um destino para o turismo rural. Em Gramado, na Serra Gaúcha, um olival oferece uma vivência completa, onde os turistas colhem as próprias azeitonas, acompanham a fabricação e participam de uma degustação.


