O psicólogo Giovani Caetano Jaskulski, de 56 anos, foi condenado a 19 anos, 10 meses e oito dias de prisão por violação sexual mediante fraude e violência psicológica contra uma mulher. A condenação ocorreu em Guarapuava, no Paraná, onde ele realizava atendimentos.
Uma das vítimas, que tinha 16 anos na época da denúncia, relatou que o psicólogo a fez usar apenas roupas íntimas durante as sessões e tocou seu corpo diversas vezes. Ela afirmou que Giovani justificava suas ações como parte do processo terapêutico.
Durante a investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR), outras quatro mulheres, com idades de 23, 32, 37 e 44 anos, também foram identificadas como vítimas. O psicólogo já possuía três condenações anteriores, e a pena atual é a soma delas.
A prisão de Jaskulski ocorreu no dia 12 de março de 2026, no Centro de Guarapuava. Ele cumpria pena em regime semiaberto, utilizando tornozeleira eletrônica, mas com a nova condenação, passará a cumprir em regime fechado. O registro dele no Conselho Federal de Psicologia encontra-se suspenso.
Em depoimento, a jovem de 16 anos relatou que, em uma das sessões, o psicólogo a fez ficar de quatro no sofá da clínica e dançar com ele. A mãe da jovem afirmou que Giovani dizia que a família não deveria conversar sobre as sessões, pois isso atrapalharia a confiança que ele estava construindo com a filha.
Outra ex-paciente também compartilhou sua experiência, afirmando que Giovani colocou a mão dentro do sutiã dela, o que a deixou desesperada. Ela recordou que, após a sessão, chorou por cerca de 20 minutos dentro do carro, sentindo-se muito desconfortável com a situação.
““Ele passou a ficar com a mão na minha calcinha e pediu pra eu tirar o sutiã. E que sempre falava que eu tinha que deixar ele me tocar porque fazia parte do tratamento”, disse a jovem.”
A defesa do psicólogo informou que não irá se manifestar sobre o caso, que é tratado como sigiloso.


