Uma quadrilha montou um falso estacionamento no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, no último domingo (22), enganando motoristas. Ao menos cinco vítimas procuraram a polícia após terem seus veículos levados.
Os criminosos utilizaram coletes, placas improvisadas e recibos falsos para dar uma aparência de legalidade ao golpe. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação dos bandidos. Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, relatou que decidiu parar no local pela aparência de funcionamento regular.
““A gente estranhou, tinha um monte de flanelinha oferecendo por R$ 70. Mais à frente vimos esse estacionamento: cheio de carro, parecia normal. Era 18h30, já estava escuro. Eu não gosto de deixar a chave, mas não tinha muita opção”, disse.”
Outra vítima, que também não quis se identificar, deixou sua caminhonete, avaliada em mais de R$ 200 mil, e percebeu o furto ao voltar do evento. “Quando chegamos, o estacionamento estava vazio. Meu carro não estava lá. Chegou outro casal com o mesmo problema. Os bandidos tomaram conta e sumiram com os carros.” A caminhonete foi recuperada no dia seguinte pela polícia.
Câmeras mostraram pelo menos mais dois veículos sendo levados pelos criminosos na esquina das ruas Camargo e Sapetuba. As vítimas receberam um papel impresso que simulava um recibo oficial, com nome fictício e contatos falsos. O dono do terreno afirmou à polícia que não explora o local como estacionamento e que vai colaborar com as investigações.
Até esta terça-feira (24), cinco boletins de ocorrência já haviam sido registrados. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Delegacia da Vila Sônia investiga o caso e tenta localizar os outros veículos furtados. Ninguém havia sido preso até a última atualização.
O diretor-executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti Filho, destacou sinais que ajudam a identificar um estacionamento irregular. “O consumidor deve desconfiar de preços muito abaixo da média da região. O estabelecimento precisa ter identificação comercial, CNPJ visível e funcionários credenciados.”
““Mesmo tendo caído em um golpe, há relação contratual com a seguradora, que deve avaliar e ressarcir o consumidor conforme o contrato”, acrescentou.”
A orientação é acionar imediatamente o seguro e registrar boletim de ocorrência.


