No dia 18 de março de 2026, um relatório anual de inteligência dos Estados Unidos revelou que a China não planeja invadir Taiwan no próximo ano. O documento destaca que Pequim deseja controlar a ilha, considerada parte de seu território, sem recorrer à força.
O relatório foi publicado após a previsão do almirante americano Philip Davidson, que em 9 de março de 2021, durante depoimento ao Senado, afirmou que os avanços militares da China representariam uma ameaça a Taiwan nos próximos seis anos. Essa avaliação influenciou as estratégias militares das administrações de Joe Biden e Donald Trump, resultando em gastos bilionários para se preparar para um possível conflito até 2027.
Segundo o documento, a comunidade de inteligência dos EUA considera que os líderes chineses não têm planos de executar uma invasão de Taiwan em 2027 e não possuem um calendário fixo para a unificação. Em 2026, a China deverá continuar a estabelecer condições para uma eventual unificação com Taiwan, evitando conflitos.
O relatório também menciona que uma invasão anfíbia de Taiwan seria extremamente desafiadora e teria um alto risco de fracasso, especialmente se houvesse intervenção dos Estados Unidos. Pequim, por sua vez, insiste que a unificação com Taiwan é necessária para alcançar seu objetivo de ‘rejuvenescimento nacional’ até 2049.
Em resposta ao relatório, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que a questão de Taiwan é um assunto interno da China e pediu que o governo americano aja com prudência. Ele declarou que os Estados Unidos deveriam corrigir sua percepção sobre a China e parar de inflar a teoria da ameaça chinesa.
Embora Washington não reconheça Taiwan formalmente como um país, sendo que apenas doze nações mantêm laços diplomáticos com o governo local, os Estados Unidos são o principal apoio militar da ilha. O suporte, no entanto, sofreu uma leve flexibilização durante o governo de Donald Trump, que defendia que a responsabilidade pela defesa do território deveria ser exclusiva de Taipé.

