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Relógios de luxo somem de instituto em São Paulo; investigação está em andamento

Amanda Rocha
Última atualização: 25 de março de 2026 14:17
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo investiga o desaparecimento de 12 relógios de luxo que estavam sob custódia no Instituto de Criminalística (IC), localizado na Zona Oeste da capital. As peças, avaliadas em mais de R$ 1 milhão, já foram recuperadas. Os relógios haviam sido apreendidos em setembro do ano passado por policiais do 35º Distrito Policial, no Jabaquara, durante uma investigação sobre receptação de produtos roubados.

Os itens foram encaminhados ao Instituto de Criminalística apenas no dia 16 de março. O desaparecimento ocorreu no mesmo dia em que os objetos deram entrada no instituto. As peças foram destinadas a um setor com acesso restrito, responsável por análises relacionadas a crimes contra o patrimônio.

O caso é investigado como possíveis crimes de furto ou peculato, que ocorre quando há desvio de bens por servidor público, dependendo da autoria. De acordo com o boletim de ocorrência, os relógios estavam ligados a um investigado por receptação, identificado como João Vitor de Castro Fonseca, de 28 anos. Ele afirmou à polícia que mantinha um comércio eletrônico de joias e que os produtos eram adquiridos de terceiros para revenda.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, policiais localizaram diversos relógios de alto valor, incluindo modelos de marcas como Rolex, Omega, Tag Heuer, Breitling, Montblanc e Bulgari. Parte das peças, segundo ele, teria sido recebida em consignação.

Ainda segundo as investigações, após o desaparecimento no Instituto de Criminalística, os mesmos relógios teriam sido novamente oferecidos ao investigado inicial poucos dias depois. O advogado dele afirmou que o cliente recebeu os itens e decidiu entregá-los à Corregedoria.

A Corregedoria solicitou imagens de câmeras de segurança do instituto e realiza diligências para identificar os responsáveis. Até o momento, ninguém foi preso. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que instaurou inquérito para apurar o caso, investigado como possíveis crimes de furto e peculato, e que a Polícia Técnico-Científica colabora com as investigações. A pasta afirmou ainda que mantém compromisso com a apuração rigorosa de eventuais desvios de conduta.

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