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Rio de Janeiro inicia segunda semana com governo interino sob Ricardo Couto

Amanda Rocha
Última atualização: 30 de março de 2026 05:00
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Uma semana após a renúncia de Cláudio Castro (PL) ao governo do Rio de Janeiro, o estado permanece sob o comando temporário do presidente do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), desembargador Ricardo Couto.

Na última segunda-feira (23), Castro decidiu renunciar à chefia do Palácio Guanabara. No dia seguinte, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cassou a chapa do ex-governador nas eleições de 2022, tornando-o inelegível por oito anos devido a abuso de poder político e econômico no caso envolvendo a Fundação Ceperj.

O primeiro na linha sucessória era o vice-governador Thiago Pampolha, que renunciou ao cargo para assumir uma vaga no TCE (Tribunal de Contas do Estado). O segundo na sucessão, Rodrigo Bacellar (União), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), também perdeu o mandato no caso Ceperj e está preso sob suspeita de vazamento de informações que beneficiaram o Comando Vermelho.

Diante disso, Ricardo Couto assumiu interinamente o governo. O impasse agora gira em torno de quem assumirá definitivamente a chefia do Executivo estadual. Inicialmente, o TSE determinou que o novo governador deveria ser escolhido por eleição indireta, conduzida pelos deputados estaduais.

As regras para o pleito indireto estavam em discussão no plenário virtual do STF (Supremo Tribunal Federal). Contudo, na última sexta-feira (27), o ministro Cristiano Zanin, do STF, suspendeu a eleição indireta e determinou a manutenção de Ricardo Couto no exercício do cargo até que a Corte decida sobre o tema.

A decisão foi tomada na RCL (Reclamação) 92.644, apresentada pelo diretório estadual do PSD, que questiona o modelo de sucessão definido após a cassação da chapa eleita em 2022. Além de suspender o pleito indireto, Zanin pediu destaque no julgamento que discute as regras para a eleição do mandato-tampão no estado.

Com isso, a análise será reiniciada no plenário físico do STF. O ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte, vai definir nesta segunda-feira (30) a data do julgamento, que deve ocorrer na próxima semana.

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