A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, apresenta riscos de possíveis atentados terroristas. José Ricardo Bandeira, especialista em segurança pública e presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina, afirmou que ‘a possibilidade de um atentado terrorista durante a Copa do Mundo é extremamente real e elevada’.
Fatores como a guerra no Oriente Médio, a falta de recursos financeiros e a ação de ‘lobos solitários’ aumentam o risco para atletas, delegações, turistas e moradores dos países anfitriões. Os responsáveis pela organização nos Estados Unidos intensificaram os alertas sobre o atraso na liberação de 625 milhões de dólares (aproximadamente R$ 3,2 bilhões) em verbas federais para segurança, que foram finalmente liberadas na última semana.
Bandeira destacou que ‘é necessário um investimento muito grande que passa pelo monitoramento aéreo, drones, satélites, monitoramento físico, sistema de biometria’. Ele estima que um investimento de 2 bilhões de dólares seria necessário para garantir um sistema de segurança eficiente durante os jogos.
Onze cidades americanas receberão os jogos entre junho e julho. A participação da seleção do Irã ainda é incerta, pois a federação pediu a mudança dos jogos para o México. O presidente Donald Trump afirmou que o Irã será bem-vindo, mas especialistas alertam que ‘não existe a menor condição de segurança e tranquilidade para que a Seleção do Irã possa participar da Copa do Mundo em território americano’.
Além do risco de atentados físicos, Bandeira também mencionou a possibilidade de ciberterrorismo, afirmando que ‘existe um nível elevado de alerta com a possibilidade de algum desses cartéis cometer algum atentado durante a realização desses jogos’.
Os EUA têm uma estrutura e tradição para lidar com terrorismo, especialmente após os eventos de 11 de setembro. No entanto, a união entre municípios, estados e o governo federal é crucial para monitorar ações de células terroristas. O especialista ressaltou que ‘o que é mais difícil é o monitoramento de lobos solitários’.
Bandeira também considera que o México pode ser um ponto fraco em termos de segurança, devido à recente morte de ‘El Mencho’, líder do cartel Nueva Generación, que gerou uma onda de ataques no país. Ele alertou que ‘terroristas podem também usar o México para entrar nos EUA e praticar atentados’.
Relatórios de inteligência indicam que extremistas e criminosos podem ter a Copa do Mundo como alvo, especialmente com o atraso na liberação de verbas para segurança. Os documentos apontam para o risco de ataques a infraestruturas de transporte e possíveis distúrbios civis relacionados à política de imigração do presidente Trump.
A Copa do Mundo será disputada em junho e julho deste ano, com jogos distribuídos entre Estados Unidos, Canadá e México. Embora a segurança já seja tradicionalmente reforçada, as autoridades estão em alerta ainda maior devido à guerra envolvendo o Irã.

