No dia 27 de março de 2026, o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AP), iniciou a leitura do relatório final da comissão, que não teve sua prorrogação aprovada pelo STF. Entre os mais de 200 indiciados, está Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.
O relator apontou que Roberta teve uma “atuação estratégica” no núcleo da organização criminosa liderada por Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que também foi indiciado. Essa organização é acusada de fraudes que resultaram no desvio de aposentadorias e pensões.
No relatório, Gaspar destacou que a empresa RL Consultoria e Intermediações, da qual Roberta e seu pai, Roberto Luchsinger, são sócios, recebeu mais de R$ 18 milhões em contas bancárias. Deste montante, cerca de R$ 1,5 milhão foi transferido para a conta da companhia Brasília Consultoria Empresarial, pertencente ao Careca do INSS, R$ 1,2 milhão a Roberta Luchsinger e R$ 1,4 milhão a Roberto Luchsinger.
Além disso, o relator recomendou que Roberta Luchsinger seja indiciada pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, falsidade ideológica e tráfico de influência. “Com isso, indicia-se Roberta Moreira Luchsinger por ter sido operadora estratégica de influência e lavagem de capitais. Sua participação permitiu que a organização criminosa transcendesse a fraude no INSS e tentasse se infiltrar em outros ministérios”, afirmou o relator no documento.


