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Robôs humanoides começam a ser utilizados em fábricas e campos de batalha

Amanda Rocha
Última atualização: 22 de março de 2026 08:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os robôs humanoides estão começando a ser utilizados em fábricas e campos de batalha. Dados do Bank of America mostram que os investimentos no setor aumentaram de 700 milhões de dólares em 2018 para 4,3 bilhões de dólares em 2025.

Estima-se que, até 2060, a população global de robôs humanoides atinja 3 bilhões de unidades, superando os 1,5 bilhão de carros existentes atualmente. Desses, 62% devem operar em residências, embora essa realidade ainda não tenha sido alcançada.

No curto prazo, a maioria dos robôs estará concentrada em setores como armazéns, logística, automotivo e manufatura. Até 2027, projeta-se que 72% dos androides estarão nessas áreas. A transportadora UPS já está em negociações para utilizar essa força de trabalho em suas operações.

O robô Optimus, da Tesla, já acumula horas de trabalho nas fábricas da montadora. Além disso, robôs da empresa Foundation estão sendo testados em cenários de combate na Ucrânia, operando em zonas de risco. Recentemente, foi apresentado o Phantom MK1, um robô militar ágil e eficiente.

A proliferação de robôs humanoides levanta a questão sobre o impacto no mercado de trabalho. Especialistas afirmam que não há motivos para pânico. Peter Cappelli, professor da Universidade da Pensilvânia, afirma: “Há pouquíssimas evidências de que a expansão dos robôs reduza o número de vagas a ponto de não haver retorno”.

Entretanto, existem desafios significativos, incluindo gargalos tecnológicos e questões éticas e regulatórias. Apesar disso, o envelhecimento da força de trabalho e a redução de custos dos componentes indicam que a adoção de robôs é inevitável.

A China está liderando essa corrida, com sua infraestrutura industrial e diretrizes governamentais reduzindo custos rapidamente. Enquanto robôs ocidentais custam entre 90 mil e 100 mil dólares, um humanoide chinês custa cerca de 35 mil dólares, com previsão de queda para menos de 17 mil dólares até 2030.

Por enquanto, a admiração por robôs como o Ameca, da Engineered Arts, e as bonecas da Realbotix, que prometem interações emocionais, continua. Matt McMullen, CEO da Realbotix, descreve suas criações como “obras de arte e fontes de felicidade para os clientes”.

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