São Paulo é o maior produtor de água mineral do Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional de Mineração (ANM) referente a 2024. O estado produziu 6,4 bilhões de litros, representando 26% da produção nacional.
Além de liderar a produção, São Paulo é seguido por Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará. O governo paulista anunciou a inclusão da água mineral em um novo conjunto de mercadorias que terá a eliminação do regime de substituição tributária (ST) do ICMS, com implementação prevista para julho.
A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, também abrange outros 50 itens, como telhas cerâmicas e sorvetes. Essa ação visa simplificar a tributação sobre produtos que representam mais de 25% da arrecadação desse regime.
Outro fator que contribui para a liderança paulista é a capacidade industrial. O estado possui o maior número de portarias de lavra e unidades engarrafadoras do país, com polos em Mogi das Cruzes, Campos do Jordão, Bauru, Águas da Prata e Lindóia. Atualmente, existem 336 empreendimentos produtores, sendo 90% de micro e pequeno porte, distribuídos em cerca de 100 municípios.
Mogi das Cruzes é a maior produtora de água mineral do estado e a que mais arrecadou, em 2025, a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Naturais (CFEM), recebendo R$ 5,5 milhões. Outras cidades paulistas, como Águas da Prata, Campos do Jordão, Lindóia e Bauru, também se destacam na produção e arrecadação do tributo federal.
Águas da Prata, uma estância hidromineral na Serra da Mantiqueira, é conhecida por suas águas extraídas de fontes naturais. Em comemoração ao Dia Mundial da Água, uma comitiva da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) visitou o município, acompanhada de representantes da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais Naturais (ABINAM).
A comitiva visitou a empresa Águas Prata, que completa 150 anos em 2026, e que foi a primeira do estado a iniciar a produção de água mineral em 1876. A visita técnica incluiu o fontanário, a fábrica de envase, o laboratório de qualidade e os poços de captação.
““Observar de perto as técnicas de captação da água mineral e os protocolos para manter a integridade do aquífero e a preservação do ecossistema local prova que a verdadeira sustentabilidade reside na proteção da fonte e na sua preservação para as gerações futuras”, disse Marisa Barros, Subsecretária de Energia e Mineração da Semil.”
O Selo Fiscal de Controle e Procedência, adotado desde 2021, é um certificado aplicado nas embalagens de água mineral para garantir a origem e a qualidade do produto. A partir de 2025, o selo será obrigatório para recipientes com volume inferior a 4 litros.
O Selo Fiscal assegura que o produto é procedente de estabelecimentos credenciados junto à Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP). Carlos Alberto Lancia, presidente da ABINAM, afirmou que as medidas adotadas por São Paulo contribuem para o desenvolvimento regional e movimentam cadeias produtivas em diversas partes do estado e do país.


