O Senado dos Estados Unidos aprovou na madrugada de sexta-feira, 27 de março de 2026, uma legislação que financiará a maior parte do Departamento de Segurança Interna (DHS). Contudo, a proposta retém fundos do ICE e de parte da Alfândega e Proteção de Fronteiras.
O orçamento do DHS estava congelado desde 13 de fevereiro, em um esforço do Partido Democrata para pressionar por mudanças na conduta da polícia de imigração americana, após a morte de dois civis em protestos. A Administração para a Segurança dos Transportes (TSA) foi uma das agências afetadas, resultando em caos generalizado nos aeroportos do país e nas mais longas filas da história da aviação civil americana.
Segundo comunicado do líder democrata do Senado, Chuck Schumer, o acordo libera fundos para componentes do DHS, como a TSA e a Guarda Costeira dos Estados Unidos. A Câmara dos Deputados ainda precisa agir para que as agências financiadas possam reabrir.
Antes da aprovação da legislação, o presidente Donald Trump afirmou que tomaria medidas executivas para liberar os salários dos 50 mil funcionários da segurança aeroportuária afetados pelo “mini shutdown”. Ele havia rejeitado a possibilidade de um consenso entre democratas e republicanos, vinculando qualquer acordo à aprovação da Lei Salve a América, que amplia o controle federal sobre as eleições.
Trump também se opôs às mudanças exigidas pelos democratas para o ICE, após a morte de Renee Good e Alex Pretti, e despachou policiais de imigração aos aeroportos para auxiliar a TSA até que um projeto de lei fosse acordado. Embora o ICE tenha sido o alvo da paralisação, a agência conta com fundos da Grande e Linda Lei, aprovada no ano anterior.
O DHS informou que o número de ausências de funcionários da TSA no último fim de semana atingiu o nível mais alto desde o início da paralisação parcial do governo, com os funcionários sem receber salário há cinco semanas.

