Senadores planejam entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o caso Banco Master. O recurso deve ser apresentado ainda nesta terça-feira, 24 de março de 2026.
O movimento ocorre após a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que prorrogou a CPMI do INSS. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou: “A gente deve ajuizar hoje ou amanhã um mandado de segurança para a instalação da CPI do Master”.
O pedido será para que a CPI seja instalada apenas no Senado, já que a criação de uma comissão mista requer a convocação de uma sessão do Congresso. Apesar de já ter reunido 27 assinaturas, a CPI depende da leitura do requerimento pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no plenário.
O requerimento para a criação da CPI do Master no Senado é de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e conta com 51 assinaturas. Há expectativa de que o ministro André Mendonça seja o relator do pedido, uma vez que ele é o magistrado responsável pelo inquérito do Master na Suprema Corte.
Vieira explicou que “o pedido, pelo que eu revisei na peça, vai ser alternativo. A prevenção, se eles entenderem que é caso de prevenção, já existe um juiz para o caso Master que é André Mendonça. Se entender que essa prevenção não se estende, é sorteio”.
A decisão do ministro Mendonça, proferida na segunda-feira, 23 de março, estabeleceu um prazo de 48 horas para que Alcolumbre oficialize a prorrogação da CPMI do INSS. O prazo para o encerramento das investigações da CPI mista é 28 de março, mas a decisão liminar de Mendonça determina que a comissão parlamentar continue por mais 120 dias.
Alcolumbre solicitou um parecer jurídico à Advocacia-Geral do Senado sobre a decisão de Mendonça, que ainda precisa ser referendada pelo plenário do Tribunal. O julgamento foi agendado pelo presidente do STF, Edson Fachin, para quinta-feira, 26 de março.

