Senadores protocolaram nesta quarta-feira (25) um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o Banco Master, suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para aposentados e pensionistas.
O documento, divulgado pela assessoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, informa que o requerimento para a criação da CPI já conta com 53 assinaturas, número que supera o necessário para sua instalação. No entanto, a instalação depende da leitura do requerimento pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no plenário.
O requerimento, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE), foi protocolado em 26 de novembro de 2025. Na petição, os senadores pedem que o STF determine “a imediata adoção das providências necessárias para o processamento do requerimento, incluindo sua leitura em plenário e a instalação da CPI”.
Alessandro Vieira destacou que “a demora na instalação da CPI compromete a eficácia da investigação parlamentar, com risco de perda de provas e prejuízo à apuração dos fatos, especialmente diante da complexidade das operações financeiras envolvidas e do calendário legislativo”.
O mandado de segurança é assinado pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Plínio Valério (PSDB-AM), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Magno Malta (PL-BA).
Essa movimentação ocorre após o ministro André Mendonça, do STF, decidir pela prorrogação da CPMI do INSS. O pedido é para que a CPI seja instalada apenas no Senado, uma vez que a convocação de sessão do Congresso é necessária para uma comissão mista. Há expectativa de que o ministro André Mendonça seja o relator do pedido, já que ele é o responsável pelo inquérito do Banco Master na Suprema Corte.

