A ministra do Planejamento, Simone Tebet, formalizou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, em um ato realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Tebet deixa o MDB após quase 30 anos na sigla para concorrer a uma vaga no Senado.
O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do ministro Márcio França, do líder do PSB na Câmara Federal, Jonas Donizette, do presidente do PSB-SP, Caio França, e da presidente do PSB paulistano, Tabata Amaral, além de vereadores, prefeitos, vices e pré-candidatos.
A filiação de Tebet foi celebrada com entusiasmo pelo partido.
“”Sem a coragem e compromisso democrático de vocês dois, Alckmin e Tebet, a história teria sido outra. E isso faz de hoje um dia tão simbólico. Essas duas lideranças que ajudaram a salvar a democracia em 2022 estão no mesmo partido e isso nos enche de orgulho. Querida Simone, por isso sua chegada é tão natural. Você traz a experiência de quem conhece o Brasil real”,”
afirmou Tabata Amaral.
Geraldo Alckmin também discursou e ressaltou que os eleitores terão que escolher entre quem protege a democracia e quem defende a ditadura. Ele destacou que o governo Lula é o governo da superação e enalteceu a participação de Tebet nas realizações do governo.
Simone Tebet, que estava no MDB desde 1997, anunciou no dia 12 de março que disputará uma das vagas ao Senado por São Paulo. A declaração foi feita durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande (MS). O partido declarou em comunicado que
“”celebra a filiação de Simone Tebet com entusiasmo, respeito e senso de responsabilidade histórica. Sua decisão honra o nosso partido e engrandece um grupo político que almeja construir o futuro do país”.”
Na última semana, Tebet afirmou que ainda não há data definida para deixar o ministério, mas a previsão é que sua saída seja confirmada até o fim de março.
“”São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. (…) Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”,”
disse Tebet.
Ela também mencionou que conversas estavam sendo feitas com o presidente Lula e o vice Alckmin.
“”Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação”,”
destacou a ministra.
Simone Tebet relembrou uma conversa informal com o presidente Lula em janeiro, onde discutiram política e o pedido para que ela considerasse ser candidata ao Senado.
“”Eu precisava das bençãos da minha mãe. Eu precisava conversar com a minha mãe que tinha expectativa de que eu pudesse voltar para a casa dela, pudesse estar mais próxima dela. Então, depois de explicar a situação para minha mãe, eu decidi cumprir essa missão”,”
finalizou Tebet.


