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STF retoma julgamento sobre pagamento de penduricalhos nos Três Poderes

Amanda Rocha
Última atualização: 25 de março de 2026 08:02
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.
STF retoma julgamento sobre pagamento de penduricalhos nos Três Poderes

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (25) o julgamento sobre as decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes. Esses benefícios são concedidos a servidores públicos e, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

O caso começou a ser analisado no mês passado, mas foi suspenso para aguardar o resultado dos trabalhos de uma comissão criada pelo Supremo. Essa comissão tinha como objetivo avaliar a possibilidade de adoção de regras de transição para as verbas extrateto.

Na sessão de hoje, será iniciada a votação que decidirá se as decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam os pagamentos, serão mantidas pelo plenário. No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei.

A decisão deve ser aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender o pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto.

Em seguida, Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público. A comissão criada para analisar os pagamentos dos penduricalhos encerrou os trabalhos nesta semana.

De acordo com nota elaborada pelos técnicos que fazem o diagnóstico, o Judiciário e o Ministério Público pagam cerca de R$ 17 bilhões em penduricalhos acima do teto constitucional. O relatório recomendou o uso dos critérios utilizados pela Receita Federal para definir os pagamentos que podem ser considerados como verbas indenizatórias, uma vez que esse tipo de pagamento é responsável pelo descumprimento do teto.

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