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STF inicia julgamento sobre suspensão da quebra de sigilo de Lulinha

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 04:05
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta sexta-feira (13) se mantém ou derruba a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu as quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS, incluindo a do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O julgamento será realizado no plenário virtual da Corte até o dia 20 de março. Nesse formato, os ministros apresentam seus votos eletronicamente. O caso envolve uma liminar concedida por Dino no início do mês, que suspendeu medidas aprovadas em bloco pela CPMI do INSS, as quais determinavam a quebra de sigilo bancário de citados no caso de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, entre eles Lulinha.

Ao suspender as quebras de sigilo, o ministro Flávio Dino afirmou que a comissão não poderia autorizar medidas invasivas de forma coletiva.

““Não sendo cabível o afastamento de direitos constitucionais ‘no atacado’, com votação ‘em globo’, sem análise fundamentada de cada caso, regular debate e deliberação motivada”,”

escreveu o ministro.

No dia 26 de fevereiro, a CPMI votou de uma só vez 87 requerimentos de deputados e senadores, incluindo as quebras de sigilo de Roberta Luchsinger e de Lulinha. A base do governo contestou a medida, mas a deliberação da comissão foi mantida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Segundo o ministro, a votação não atendeu às exigências constitucionais de fundamentação para esse tipo de medida. Com a liminar, as quebras de sigilo aprovadas pela comissão ficaram suspensas. Dino também indicou que o colegiado do Congresso pode voltar a analisar os requerimentos, desde que realize debate e votação individualizada das medidas.

O caso chegou ao STF por meio de um mandado de segurança apresentado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. No processo, ela questiona a decisão da CPMI do INSS que determinou a quebra de seu sigilo bancário e fiscal. Ao analisar o pedido, Dino concedeu uma liminar suspendendo os efeitos da medida.

Como o mandado de segurança é individual, o que será analisado pelo plenário do STF é a decisão tomada no processo da empresária. No entanto, a liminar acabou impactando outros investigados, já que as quebras de sigilo foram aprovadas pela CPMI em uma única votação que atingiu várias pessoas, incluindo o filho do presidente Lula. Agora, os ministros da Corte vão decidir se mantêm ou derrubam a liminar concedida por Dino.

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