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STF forma maioria para condenar deputados do PL por desvio de emendas

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 16:33
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), acompanharam nesta terça-feira (17) o voto do relator Cristiano Zanin pela condenação dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), acusados de desviar emendas parlamentares.

A Primeira Turma formou maioria para condenar os réus por corrupção passiva no caso que investiga a cobrança de propina para a liberação de recursos públicos. No voto, Zanin defendeu a condenação dos acusados, ao entender que houve solicitação de vantagem indevida em troca da destinação de emendas parlamentares.

O relator, no entanto, afastou a acusação de organização criminosa por insuficiência de provas. A ação em julgamento trata especificamente sobre o desvio de emendas destinadas a projetos de saúde pública para o município de São José de Ribamar, no Maranhão.

Os deputados teriam exigido cerca de R$ 1,6 milhão em propina do então prefeito da cidade, José Eudes, para destinar os recursos. Ele denunciou o esquema. Ao todo, são oito réus no caso. Além dos três parlamentares, também respondem ao processo Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha.

Thalles foi o único totalmente absolvido. Ele respondia apenas pela acusação de participação em organização criminosa, mas o relator entendeu que não há provas suficientes para sustentar a imputação e votou por sua absolvição.

Ao acompanhar o relator, Moraes e Cármen Lúcia aderiram integralmente às conclusões do voto, consolidando maioria no colegiado. O julgamento ainda não foi encerrado. Falta o voto do presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, para a conclusão da análise.

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