O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quinta-feira, 27 de março de 2026, a decisão do ministro André Mendonça de prorrogar a CPMI do INSS por mais 120 dias.
Até o momento, o placar é de quatro votos a um pela derrubada da prorrogação. Votaram contra Mendonça os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Nunes Marques. Para que a prorrogação seja aprovada, são necessários seis votos entre os dez ministros do STF.
Atualmente, o ministro Luiz Fux está votando. Os ministros que se opuseram à decisão de Mendonça argumentaram que a prorrogação do funcionamento da comissão é uma prerrogativa do presidente do Congresso, cargo atualmente ocupado por Davi Alcolumbre (União-AP), e não do Judiciário.
Mendonça atendeu a um pedido do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que alegou haver omissão por parte de Alcolumbre. A situação é complexa, pois o ex-assessor de Alcolumbre, Paulo Boudens, recebeu R$ 3 milhões de uma empresa ligada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.


