Uma mulher faleceu e mais de 100 pessoas apresentaram sintomas de intoxicação alimentar após consumir pizzas na Paraíba. O surto levantou preocupações sobre a higiene dos alimentos e os riscos de exposição a bactérias.
Resultados de exames do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PB) indicaram a presença das bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli nos alimentos coletados no estabelecimento. Nenhuma amostra apresentou Salmonella.
A principal suspeita é que a contaminação tenha ocorrido devido a falhas na manipulação dos alimentos. Raísa Bezerra, de 44 anos, passou mal após consumir uma pizza de carne de sol na nata no dia 15 de março, na cidade de Pombal, no Sertão da Paraíba. O namorado de Raísa e mais de cem pessoas que comeram a pizza também relataram sintomas como náuseas, vômitos e dores abdominais, mas sem gravidade.
Raísa comeu a pizza no dia 15 e, na noite do dia 16, sofreu falência renal, necessitando ser intubada. Ela faleceu na manhã do dia 17. O delegado Rodrigo Barbosa informou que a possibilidade de contaminação intencional é improvável, uma vez que funcionários da pizzaria também consumiram o produto e apresentaram sintomas.
A farmacêutica e doutora em bacteriologia, Laura Marise, explicou que tanto a Staphylococcus aureus quanto a Escherichia coli são bactérias comuns no corpo humano. A melhor forma de prevenir infecções é lavar bem as mãos com água e sabão antes de manusear alimentos e após usar o banheiro.
A Staphylococcus aureus é encontrada na microbiota da pele e do nariz, presente em cerca de 20% a 30% das pessoas. Embora geralmente não cause infecções, pode se tornar patógena em condições específicas, como lesões na pele ou desequilíbrios no sistema imunológico.
As infecções mais comuns causadas por essa bactéria são de pele, mas em casos mais graves, pode levar a infecções generalizadas. No caso de intoxicações alimentares, a Staphylococcus aureus pode produzir toxinas que não são destruídas pelo cozimento.
A Escherichia coli vive no trato gastrointestinal humano e animal e é mais comum em infecções do que em intoxicações. Algumas cepas podem ser mais virulentas e causar infecções intestinais e urinárias. A prevenção inclui a lavagem das mãos e o saneamento básico.


