O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou nesta quarta-feira que vê como uma “oportunidade” o possível avanço do governo dos Estados Unidos contra as principais organizações criminosas brasileiras, o PCC e o Comando Vermelho, para classificá-las como “terroristas”.
Tarcísio explicou que, caso esses grupos sejam oficialmente alvo dos norte-americanos, surgiriam possibilidades para uma cooperação internacional, visando a integração de inteligência entre Brasil e Estados Unidos, além da obtenção de recursos que possibilitariam um combate mais efetivo ao crime organizado.
““É uma oportunidade, porque a partir do momento que um governo como o dos Estados Unidos encara o PCC como organização terrorista, que é de fato o que eles são, fica mais fácil, fica aberto o caminho da cooperação para que a gente possa integrar inteligência, trazer recursos financeiros e fazer combate mais efetivo”, disse.”
A atuação dos Estados Unidos para classificar organizações criminosas como terroristas não é recente. Em fevereiro do ano passado, o governo americano declarou como terroristas grupos do México, como os cartéis de Sinaloa, Jalisco Nueva Generación e Noreste, além da organização Tren de Aragua, da Venezuela.
No entanto, até o momento, não existem documentos que comprovem a atuação do PCC e do Comando Vermelho em solo americano para tráfico de drogas ou armas, ou crimes comuns, que são requisitos fundamentais para que o governo Trump declare “guerra” contra grupos transnacionais.

