A taxa de desemprego medida pelo IBGE, por meio da PNAD Contínua, subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026.
Apesar do aumento, o economista André Galhardo avalia que essa movimentação não indica deterioração do mercado de trabalho. Ele afirmou:
““Essa alta… era amplamente esperada por questões sazonais. É normal ver nas primeiras leituras de cada ano esse aumento na taxa de desocupação””
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A taxa de desemprego havia sido de 5,1% no fim do ano passado e 5,4% em janeiro. Galhardo explica que essa elevação reflete um padrão recorrente no início do ano e deve ser revertida nos próximos meses, com uma expectativa de queda entre abril e junho.
Mesmo com o avanço da desocupação, o rendimento médio real do trabalhador apresentou um contraponto positivo. Segundo Galhardo, a renda atingiu o maior nível de toda a série histórica iniciada em 2012. Ele declarou:
““A renda real do trabalhador brasileiro subiu e atingiu o maior patamar em toda a série histórica disponível””
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Galhardo acrescenta que o resultado se mantém robusto mesmo sem os efeitos sazonais:
““Mesmo quando a gente dessa zona de sazonalidade a essa série tira os efeitos sazonais, ainda assim, o rendimento… segue na máxima histórica””
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Esse dado reforça a percepção de que o mercado continua firme, com salários sustentando o poder de compra. O economista destaca que o conjunto dos números indica um mercado de trabalho ainda aquecido, o que influencia a condução da política monetária. Ele afirmou:
““Isso é um sinal de que o mercado de trabalho permanece aquecido, mesmo quando a gente observa essa elevação da taxa de desemprego””
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Galhardo também observa que um ambiente com desemprego baixo e renda elevada contribui para a cautela do Banco Central em relação aos juros. Ele critica a demora nos cortes da taxa básica, afirmando que isso
““comprometeu o caixa das empresas em busca da perseguição de uma meta de inflação””
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