O Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou que a proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) apresentava projeções de receitas, custos e resultados que estavam “completamente descoladas da realidade do negócio”.
A análise foi realizada no processo que examinou a atuação do Banco Central em relação ao caso. Como resultado, a operação foi barrada e, meses depois, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.
O TCU validou a avaliação do Banco Central, ressaltando que as projeções econômico-financeiras apresentadas continham erros primários de cálculo no lucro líquido. Além disso, as premissas incluíam uma redução abrupta de despesas de 64% no primeiro mês, o que equivaleria a R$ 110 milhões, sem qualquer justificativa fática.
O tribunal também destacou que as projeções se baseavam em valores de ativos e passivos que divergiam do perímetro da transação definido pelos pleiteantes.


