Um técnico em eletrônica de 32 anos foi preso em Cariacica, na Grande Vitória, por suspeita de utilizar celulares furtados para realizar transferências bancárias e saques nas contas das vítimas. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil, que identificou Carlos Roberto Fernandes como o responsável por movimentações indevidas.
Segundo a polícia, Carlos teria recebido valores entre R$ 200 e R$ 500 para acessar os aparelhos. Uma mulher de 26 anos, esposa dele, também foi detida, mas liberada após alegar estar grávida e responderá ao processo em liberdade.
A polícia investiga ainda a participação de uma terceira pessoa, não identificada, que aparece em imagens de câmeras de segurança de uma agência bancária durante os saques. O delegado Brenno Andrade, titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos, informou que os celulares foram furtados durante um show na Praia de Camburi, em Vitória, no dia 17 de janeiro, e as vítimas notaram as movimentações no dia seguinte.
O prejuízo estimado com as transações indevidas é de R$ 13,1 mil. As câmeras de segurança registraram Carlos e a mulher realizando saques em um caixa eletrônico. Ele era conhecido na região de Campo Grande, em Cariacica, por conseguir desbloquear telefones e acessava os aplicativos bancários após encontrar as senhas nos aparelhos.
A investigação teve início após uma das vítimas registrar um Boletim de Ocorrência ao perceber as transações. Uma das transferências levou os policiais a outra mulher, que inicialmente era tratada como suspeita, mas depois foi identificada como vítima do mesmo crime.
Ao ser localizado, Carlos foi identificado por estar usando uma tornozeleira eletrônica, o que ajudou na confirmação de sua identidade. Ele possui passagens pela polícia por crimes como roubo, furto, receptação e estelionato. A mulher, segundo a investigação, recebeu parte do dinheiro transferido e tinha conhecimento da atividade criminosa.
A Polícia Civil orienta os usuários a não guardarem senhas no bloco de notas do celular. O delegado recomenda que não se registre a senha de forma escrita e que se utilize recursos como reconhecimento facial nos aplicativos bancários para evitar problemas em caso de roubo ou furto do telefone.


