A Polícia Militar de São Paulo abrirá um processo administrativo contra o tenente-coronel Geraldo Neto, de 53 anos, acusado de matar sua esposa, a soldado Gisele Alves, de 32 anos. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) na quinta-feira (26).
O procedimento pode resultar na perda da patente e na expulsão do oficial. O tenente-coronel permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria. O Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga o caso está em fase final.
A SSP informou que, após a conclusão do inquérito, o relatório final será enviado ao Comando-Geral da PM, que avaliará a instauração do Conselho de Justificação. Este conselho é um processo disciplinar que pode levar à perda do posto e da patente, além da expulsão do militar.
O tenente-coronel é acusado de feminicídio, após a morte de Gisele em 18 de fevereiro, quando foi atingida por um tiro na cabeça dentro da residência do casal. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas investigações apontaram inconsistências na versão apresentada por Neto.
Uma exumação do corpo revelou lesões no pescoço e no rosto da soldado, e as gravações das câmeras corporais dos policiais que atenderam a ocorrência levantaram dúvidas sobre a versão de suicídio. Conversas de WhatsApp entre o casal indicaram que Gisele desejava se separar, o que contradiz a alegação de Neto.
O tenente-coronel foi preso em 18 de março e se tornou réu por feminicídio e fraude processual, por supostamente manipular a cena do crime. O processo administrativo pode avançar paralelamente ao processo criminal e resultar na exclusão definitiva de Neto da Polícia Militar.
“A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a preservação dos valores que regem a atividade policial militar.”


