Em Aracaju, uma tia doou um rim para seu sobrinho, proporcionando a ele um novo começo. A cirurgia foi realizada no sábado, 21 de março de 2026, no Hospital Universitário.
José Amarante Neto, que descobriu a doença renal em 2016 durante um exame de rotina, enfrentou uma vida normal até que sua condição se agravou. No ano passado, ele iniciou a hemodiálise, que alterou sua rotina com restrições severas. ‘Quando a pessoa tá na diálise, infelizmente não tem tempo pra muita coisa’, afirmou Amarante, que então entrou na fila de espera por um transplante.
A solução para seu problema veio da própria família. Fabiana Amarante, a tia que doou o rim, revelou que ajudou a criar José e que a relação entre eles é semelhante à de mãe e filho. Ela destacou que, ao surgir a possibilidade de doação, não hesitou: ‘Doar é um ato de amor, tanto no meu ver como da minha família também. E quando se trata de alguém que a gente carregou no colo, é mais forte ainda, é uma ligação muito forte, muito forte. É tanto que a compatibilidade minha e dele foi de mãe e filho, então é assim que eu me sinto, porque para doar tem que ter esse amor, esse amor verdadeiro’.
A enfermeira Michele Cardoso, que acompanhou o processo, explicou que tanto o doador quanto o receptor passaram por uma preparação rigorosa antes da cirurgia. José fez hemodiálise e Fabiana passou pelos procedimentos pré-cirúrgicos. O transplante exige compatibilidade, uma equipe especializada e acompanhamento contínuo.

