Um trabalhador em Manaus precisou trabalhar, em média, 85 horas e 21 minutos em fevereiro de 2026 para pagar a cesta básica. O dado foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O levantamento mostra o tempo que os trabalhadores precisam dedicar para adquirir alimentos básicos nas capitais brasileiras. São Paulo é a capital onde os trabalhadores precisam trabalhar mais horas, totalizando 115 horas e 45 minutos. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com 112 horas e 14 minutos, seguido por Florianópolis, com 108 horas e 14 minutos.
Na capital amazonense, a cesta básica comprometeu 41,94% do salário mínimo líquido do trabalhador, considerando o desconto de 7,5% da contribuição para a Previdência Social. Em comparação, a média nacional foi de 46,13% do salário mínimo destinado à compra de alimentos básicos.
Entre as capitais, São Paulo teve o maior comprometimento, com 56,88% da renda dos trabalhadores. O levantamento também estima o valor do salário mínimo necessário para cobrir despesas básicas de uma família, calculado em fevereiro em R$ 7.164,94, cerca de quatro vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621.
O cálculo leva em conta o custo da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo. Produtos da cesta básica seguem isentos de ICMS em 2026.

