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Transplante capilar: riscos de queda de cabelo e alopecia cicatricial

Amanda Rocha
Última atualização: 27 de março de 2026 10:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O número de procedimentos de transplante capilar tem aumentado anualmente, especialmente entre jovens. Em 2025, a Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar (ISHRS) divulgou que, em 2024, cada um dos quase 1.000 membros da entidade realizou uma média de 178 procedimentos, um aumento de 20% em relação a 2021. Desses transplantes, 95% foram realizados em pacientes de 20 a 35 anos.

Embora os resultados sejam positivos e ajudem a restaurar a autoestima dos pacientes, especialistas alertam sobre a alopecia cicatricial pós-transplante, uma condição rara que pode levar à queda dos novos fios. Essa condição se caracteriza pela destruição dos folículos capilares na área do transplante ou nas proximidades, resultando na queda permanente dos cabelos se o tecido normal do couro cabeludo se transformar em tecido cicatricial.

““O organismo, ao tentar reparar o tecido, forma uma fibrose, uma cicatriz, que faz com que o fio não cresça mais”, explica a médica tricologista Luciana Passoni, da Passoni Clinic.”

A alopecia cicatricial pode ser causada por doenças autoimunes, infecções bacterianas, cicatrização inadequada, inflamações no couro cabeludo e traumas cirúrgicos. O tricologista João Gabriel Fernandes complementa:

““Em alguns casos, o próprio processo de cicatrização do organismo pode ser exagerado, formando fibrose ao redor dos folículos.””

Os sinais de alerta incluem alterações na pele do couro cabeludo, como áreas brilhantes, lisas ou endurecidas, vermelhidão, secreções, coceira, ardência e dor local. A alopecia cicatricial não está necessariamente ligada a procedimentos inadequados, mas o risco de complicações aumenta quando as técnicas corretas não são aplicadas.

Por isso, é essencial buscar profissionais qualificados e experientes, que podem realizar investigações para minimizar os riscos.

““Não é possível eliminar totalmente o risco, mas é possível reduzi-lo bastante com uma boa avaliação pré-operatória”, afirma o tricologista.”

No pós-operatório, é fundamental seguir as orientações médicas sobre higiene, cuidados com lesões e uso correto de medicamentos. Caso ocorram alterações no couro cabeludo, é importante consultar o médico responsável pelo procedimento.

““É uma intercorrência que tem uma progressão muito rápida e agressiva. Por este motivo, as pessoas devem ter atenção e cuidado após realizarem o transplante capilar”, alerta Passoni.”

O tratamento para a alopecia cicatricial pós-transplante depende da causa identificada. Médicos podem prescrever antibióticos, anti-inflamatórios e imunossupressores. A abordagem será individualizada, visando evitar a propagação do tecido fibroso e a queda dos fios. Após o controle da situação, pode-se considerar um novo transplante capilar, mas a avaliação deve ser cuidadosa devido à vascularização e qualidade da pele cicatricial.

““Quando a condição está controlada e o couro cabeludo apresenta cicatriz estável, o transplante pode ser considerado para repovoar a área”, conclui Fernandes.”

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