O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) autorizou, na tarde desta terça-feira (24), o diretório distrital do partido Avante a participar das eleições de outubro deste ano.
A sigla estava em risco de exclusão devido a pendências na prestação de contas das eleições de 2022. A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Asiel Henrique de Sousa, relator da prestação de contas do Avante.
O magistrado considerou que as correções realizadas pelo Avante foram suficientes para validar os documentos apresentados. Ele afirmou:
““Foram apresentados os documentos obrigatórios e não se identificaram recursos de fonte vedada, recursos de origem não identificada, irregularidades na aplicação de verbas do Fundo Partidário ou do FEFC [Fundo Eleitoral], nem outras irregularidades de natureza grave.””
O Avante é presidido no DF pelo ex-senador Gim Argello, que cumpriu dois anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na operação Lava Jato. Apesar de sua posição, Gim Argello não manifestou interesse em concorrer a um novo cargo nas eleições de 2026.
O partido tem apoiado a pré-candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que enfrenta incertezas na Justiça Eleitoral, pois atualmente está inelegível devido a uma condenação em segunda instância.


